Finalmente!
O produto final da pesquisa “A Arte do Cibridismo” já está pronto!
Você pode baixar o PDF aqui.
As versões para outras plataformas serão disponibilizadas em breve.
Depois de lerem, por favor, comentem aqui embaixo!
Aproveitem!
Eu fui convidado para apresentar…
O som de um pincel passando pela pele. De um lápis percorrendo os contornos dos olhos. Do algodão raspando na porosidade da pele enrrugada pelos anos. Do rímel juntando os cílios para aprofundar um olhar. É o ato de se maquiar casado com a amplitude dos sons dos utensílios raspando a pele. Essa performance realizada por Vivian Caccuri mostra quão intímo pode ser o processo de esconder defeitos ou realçar qualidades na pele…
O estudo de novas linguagens e novos usos das mídias já existentes, em alguns casos, subverte os conceitos até então usados para determinar novas abordagens…
Existe um limiar entre o que deve ser estruturado com sentido lógico e o que deve ser um mundo lúdico em algumas obras de arte. Há as obras políticas, militantes, e há aquelas em que a beleza ou a imaginação puxam o espectador para uma outra vivência. As obras de Mariana Manhães trabalham com o lúdico e usam as tecnologias (hardware mesmo) para “corporificar” as experiências em vídeo. Os trabalhos da artista são construídos a partir de objetos do cotidiano (como bules e açucareiros), um baita trabalho de edição (ela me mostrou a timeline em um editor de vídeo e, meu, são milhares de recortes de uma mesma imagem para compor um gesto de um objeto) e liberdade à imaginação para fazer os sons – ou vozes…
A rede trouxe possibilidades à sociedade que ainda não conseguimos mapear por completo. Identificamos uma e outra alteração, mas o impacto da internet e da web em diferentes vertentes da sociedade só será possível no futuro. A coletividade, por exemplo, até influenciou na morte da ideia romântica sobre o que é o artista. A crítica genética estuda, desde a década de 1960, as influências que atingiram um artista para gerar determinada obra…
A estética gambiológica já foi discutida na entrevista que fiz com Fernando Rabelo. Para ele, o objetivo de se abrir os fios, cabos, circuitos e o que mais fizesse parte do hardware para o público é aproximá-lo da tecnologia bruta. O trabalho de Fred Paulino, porém, mostra um outro viés desta construção. A trajetória de Paulino envolve não só a tecnologia, mas um trabalho de intervenção nas ruas de Belo Horizonte. Ele, assim como o famoso inglês Banksy, trabalha com stencils para promover algum tipo de conscientização ou questionamento político. E foi por causa dessa mistura entre intervenção e tecnologia que ele trouxe para o Brasil o Graffiti Research Lab.
Há uma crescente demanda por laboratórios que produzam conhecimento e criem público…
O que há dentro de uma torre de um computador pessoal? Na obra de arte, como acontecem as ligações para determinado aparato funcionar? O que há por trás de todo o design que estamos acostumados a admirar? Os trabalhos do artista Fernando Rabelo buscam deixar à mostra os cabos, fios, conexões e quaisquer outros aparatos usados para compor suas obras. Tudo para que o público não só se admire com os questionamentos e o funcionamento do mecanismo, quanto entenda que, dependendo, aquilo é muito simples de ser feito e está próximo do dia-a-dia de qualquer um…